A Operação Cavalo de Troia em Bauru avançou com a prisão de Renato Purini, então secretário de Governo e marido da prefeita Suéllen Rosim, na manhã de sexta-feira (16). O Gaeco cumpriu a medida durante uma nova etapa da investigação sobre possíveis irregularidades na concessão dos serviços de resíduos sólidos do município.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o contrato investigado previa até 30 anos de prestação dos serviços e valor estimado em aproximadamente R$ 5,2 bilhões.
Além disso, o Ministério Público apura suspeitas relacionadas ao processo de contratação pública, incluindo possível fraude, direcionamento, corrupção e atuação organizada entre agentes públicos e particulares.
Operação Cavalo de Troia em Bauru avança
A primeira fase da investigação ocorreu em setembro.
Na ocasião, o Ministério Público cumpriu sete mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão e outras medidas judiciais.
Pouco mais de um mês depois, os investigadores avançaram sobre novos elementos e chegaram a Renato Purini.
Durante a nova etapa, as equipes cumpriram diligências relacionadas ao então secretário e executaram a ordem de prisão determinada pela Justiça.
Contrato de R$ 5,2 bilhões está sob investigação
O processo investigado envolve a concessão dos serviços de manejo de resíduos sólidos de Bauru.
O projeto previa uma contratação de longo prazo e movimentaria bilhões de reais ao longo de três décadas.
Por isso, o Gaeco busca esclarecer como o processo foi estruturado, quais pessoas participaram das decisões e se houve interferência indevida para favorecer interesses particulares.
Além disso, os investigadores analisam documentos, comunicações e outros elementos reunidos ao longo das diferentes fases da operação.
Renato Purini deixa Secretaria de Governo
Após a prisão, a prefeita Suéllen Rosim exonerou Renato Purini do cargo de secretário de Governo.
A exoneração ocorreu no mesmo dia da operação.
No entanto, a prisão temporária não representa condenação.
Purini mantém o direito ao contraditório e à ampla defesa durante todo o andamento da investigação e de eventual processo judicial.
Prefeita não aparece como alvo desta fase
Até o momento, as informações divulgadas sobre essa etapa não apontam a prefeita Suéllen Rosim como alvo da operação.
No mesmo período, ela também prestou esclarecimentos à Comissão Processante do Lixo na Câmara Municipal de Bauru.
Segundo manifestação da prefeita, ela não recebeu alertas prévios sobre possíveis irregularidades na concessão.
Investigação continua
A Operação Cavalo de Troia em Bauru permanece em andamento.
Agora, o Ministério Público busca individualizar as condutas dos investigados e esclarecer se houve influência irregular no processo de concessão dos serviços de resíduos.
Além disso, novas diligências e outras medidas judiciais poderão ocorrer conforme o avanço das investigações.
Por fim, o caso permanece sob análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

